Pizzaria fatura, mas não lucra? Veja o que fazer

Se a sua pizzaria fatura bem, mas não lucra, o problema provavelmente não está simplesmente na quantidade de pedidos.

Você pode vender R$ 50 mil, R$ 80 mil ou até mais de R$ 100 mil por mês e, ainda assim, chegar ao final do período com a sensação de que todo o dinheiro passou pela empresa, mas quase nada ficou no caixa.

Esse é um dos problemas mais perigosos dentro de uma pizzaria.

Porque, olhando apenas para o faturamento, o negócio parece estar crescendo.

O salão está movimentado.
O delivery recebe pedidos.
O iFood toca.
Os anúncios geram vendas.
A cozinha trabalha cada vez mais.

Mas quando chega a hora de pagar fornecedores, funcionários, impostos, aplicativos, anúncios, aluguel e todas as outras despesas, o lucro simplesmente desaparece.

E existe uma diferença enorme entre:

vender muito

e

vender com lucro.

Neste artigo, você vai entender por que algumas pizzarias aumentam o faturamento sem aumentar o lucro, quais números precisam ser acompanhados e o que deve ser analisado antes de tentar simplesmente vender mais.


Faturamento não é lucro

Esse é o primeiro conceito que precisa estar muito claro.

O faturamento representa todo o dinheiro gerado pelas vendas da pizzaria.

O lucro é aquilo que sobra depois que os custos e despesas da operação são pagos.

Imagine uma pizzaria que faturou:

R$ 80.000 no mês.

O número parece ótimo.

Mas desse faturamento ainda precisam sair, por exemplo:

  • ingredientes;
  • embalagens;
  • molhos e descartáveis;
  • taxas de pagamento;
  • comissões de marketplaces;
  • impostos;
  • funcionários;
  • motoboys;
  • aluguel;
  • energia;
  • gás;
  • sistemas;
  • marketing;
  • manutenção;
  • perdas e desperdícios;
  • entre outras despesas.

Se depois de tudo isso restarem apenas R$ 2.000, a pizzaria não possui um negócio com R$ 80 mil de lucro.

Ela possui uma operação que movimenta R$ 80 mil para gerar apenas R$ 2 mil de resultado.

Por isso, analisar somente faturamento pode criar uma falsa sensação de crescimento.


Por que uma pizzaria fatura muito e não dá lucro?

Normalmente não existe apenas um motivo.

O problema costuma ser a combinação de pequenas perdas espalhadas pela operação.

Uma pizza precificada incorretamente aqui.

Uma taxa esquecida ali.

Um combo com margem baixa.

Um anúncio direcionando clientes para um canal caro.

Uma embalagem que nunca entrou no cálculo.

Um desconto utilizado sem estratégia.

Separadamente, cada problema pode parecer pequeno.

Somados durante centenas ou milhares de pedidos, podem consumir praticamente todo o lucro da pizzaria.

Veja os principais pontos que precisam ser analisados.


1. A pizzaria precifica olhando para o concorrente

Esse é um dos erros mais comuns.

O concorrente vende uma pizza grande por R$ 59,90.

Então você decide vender por R$ 57,90, R$ 59,90 ou R$ 62,90.

O problema é que você não conhece a estrutura de custos do concorrente.

Ele pode:

  • pagar menos aluguel;
  • comprar muçarela mais barata;
  • utilizar gramagens diferentes;
  • ter custos menores com funcionários;
  • possuir maior volume de compras;
  • trabalhar com fornecedores diferentes;
  • ter outro regime tributário;
  • vender mais pelo canal próprio;
  • possuir uma margem completamente diferente da sua.

Preço não deveria ser definido somente olhando para o mercado.

O mercado é uma referência importante, mas antes você precisa saber:

quanto custa colocar aquela pizza nas mãos do cliente?

E não estamos falando apenas dos ingredientes.


2. O CMV está errado ou nem é acompanhado

CMV significa Custo da Mercadoria Vendida.

Na prática, ele mostra quanto dos seus produtos vendidos está sendo consumido pelos custos envolvidos na produção.

Se uma pizza é vendida por R$ 70, você precisa saber quanto custa produzir aquela pizza.

Isso exige ficha técnica.

Não basta saber que utiliza:

  • muçarela;
  • calabresa;
  • molho;
  • cebola;
  • massa.

É necessário saber a quantidade.

Por exemplo:

  • 300 g de muçarela;
  • 180 g de calabresa;
  • 80 g de molho;
  • 50 g de cebola;
  • ingredientes da massa;
  • demais componentes utilizados.

Se 1 kg de muçarela custa R$ 40 e você utiliza 300 g, somente a muçarela representa aproximadamente R$ 12 daquele produto.

Faça isso com todos os ingredientes.

É dessa forma que você começa a descobrir o custo real da pizza.

Sem ficha técnica, a precificação vira praticamente um chute.

E existe outro problema.

Os preços dos insumos mudam.

Uma ficha técnica feita há oito meses pode não representar mais a realidade da pizzaria.

Por isso, custo precisa ser atualizado.


3. Você calcula os ingredientes, mas esquece todo o resto

Aqui existe outro vazamento de margem muito comum.

O dono calcula:

Massa + molho + queijo + recheio = custo da pizza.

Mas o pedido não termina quando a pizza sai do forno.

No delivery ainda podem existir:

  • caixa;
  • papel acoplado;
  • sachê de ketchup;
  • sachê de maionese;
  • saquinho;
  • lacre;
  • guardanapo;
  • tripé;
  • copos;
  • embalagens adicionais;
  • taxa do meio de pagamento;
  • custo da entrega;
  • comissão do marketplace.

Individualmente alguns desses itens custam centavos.

Multiplique por 1.000 pedidos.

Depois por 12 meses.

O custo deixa de ser pequeno.

Por isso, uma boa precificação precisa considerar o pedido inteiro, e não somente aquilo que está em cima da pizza.


4. O produto que mais vende pode não ser o produto que mais dá lucro

Esse é um ponto extremamente importante.

Imagine dois produtos.

Pizza A

Venda: R$ 69,90
Custos variáveis: R$ 27,00

Sobra antes dos custos fixos:

R$ 42,90

Pizza B

Venda: R$ 79,90
Custos variáveis: R$ 51,00

Sobra antes dos custos fixos:

R$ 28,90

Apesar de possuir um preço maior, a Pizza B deixa menos dinheiro para a empresa.

Agora imagine que justamente a Pizza B seja o produto mais vendido do cardápio.

Você pode estar aumentando o volume de vendas de um produto que possui uma contribuição pior para o resultado da pizzaria.

Isso também acontece bastante com combos.

O combo chama atenção.

O cliente percebe vantagem.

As vendas aumentam.

Mas quando você soma:

  • duas pizzas;
  • refrigerante;
  • embalagem;
  • desconto;
  • taxa de pagamento;
  • comissão do aplicativo;
  • entrega;

pode descobrir que aquela oferta que parece excelente comercialmente quase não deixa dinheiro no caixa.

Por isso:

produto campeão de vendas não significa produto campeão de lucro.


5. Você não acompanha a margem de contribuição

Existe um número especialmente importante para entender a saúde financeira de cada venda: a margem de contribuição.

De maneira simplificada:

Margem de contribuição = preço de venda – custos e despesas variáveis da venda

Imagine um pedido de R$ 100.

Depois de ingredientes, embalagens, taxas, comissão e demais custos diretamente relacionados àquela venda, restam R$ 35.

Esses R$ 35 irão contribuir para pagar os custos fixos da empresa e, posteriormente, gerar lucro.

Essa é uma informação muito mais útil do que simplesmente olhar:

“Hoje vendemos R$ 10 mil.”

A pergunta deveria ser:

quanto desses R$ 10 mil realmente ficou disponível para pagar a estrutura da pizzaria?


6. O iFood pode aumentar o faturamento sem aumentar seu lucro na mesma proporção

Marketplaces podem ser importantes canais de aquisição e venda para uma pizzaria.

O problema começa quando o restaurante analisa somente o faturamento gerado pelo aplicativo.

Uma venda de R$ 80 dentro de um marketplace não necessariamente possui a mesma rentabilidade de uma venda de R$ 80 realizada diretamente pelo seu canal próprio.

Dependendo da operação, podem existir:

  • comissões;
  • taxas;
  • custos logísticos;
  • promoções;
  • cupons;
  • participação em campanhas;
  • investimentos adicionais dentro da plataforma.

Isso não significa que a pizzaria simplesmente deve abandonar os marketplaces.

A questão é entender o papel de cada canal.

Marketplace pode gerar descoberta.

Pode trazer novos clientes.

Pode representar uma parte relevante do faturamento.

Mas construir uma operação cada vez mais capaz de gerar pedidos através do canal próprio melhora o controle da pizzaria sobre sua base de clientes, suas ofertas e sua estratégia de recorrência.

O problema não é vender no marketplace.

O problema é depender dele para continuar vendendo.


7. Você está usando desconto para resolver todos os problemas

Movimento caiu?

Desconto.

Quer vender terça-feira?

Desconto.

Cliente sumiu?

Cupom.

Quer aumentar ticket?

Combo promocional.

Quer conseguir novos clientes?

Mais desconto.

Essa estratégia pode aumentar faturamento no curto prazo enquanto destrói margem.

Imagine um produto vendido por R$ 60.

Se a margem daquele produto já é apertada e você oferece 20% de desconto, são R$ 12 retirados diretamente da receita daquela venda.

Talvez o custo do produto permaneça praticamente igual.

Seu faturamento cai naquela venda, mas o fornecedor não dá 20% de desconto automaticamente porque você decidiu fazer uma promoção.

Promoção precisa possuir objetivo.

Pode ser utilizada para:

  • primeira compra;
  • recuperação;
  • aumento de ticket;
  • preenchimento de dias de menor movimento;
  • incentivo a determinado comportamento;
  • lançamento;
  • aquisição.

Mas desconto não deveria ser a única ferramenta comercial da pizzaria.

Existem ofertas baseadas em:

  • composição;
  • conveniência;
  • exclusividade;
  • adicionais;
  • percepção de valor;
  • kits;
  • produtos complementares;
  • experiência.

Uma boa oferta não é necessariamente aquela que possui o maior desconto.

É aquela que aumenta a percepção de valor sem destruir a rentabilidade.


8. A pizzaria investe em tráfego, mas não sabe quanto custa adquirir um cliente

Investir em anúncios pode aumentar rapidamente o faturamento.

Mas existe uma diferença entre gerar vendas e gerar vendas economicamente saudáveis.

Imagine que você invista R$ 3.000 em tráfego e gere R$ 15.000 em vendas.

À primeira vista:

“Coloquei R$ 3 mil e voltou R$ 15 mil.”

Parece excelente.

Mas ainda precisamos saber:

Quanto custaram os produtos vendidos?

Qual foi a margem dessas vendas?

Quantos clientes eram novos?

Quantos voltaram?

Qual foi o ticket médio?

Quantos compraram pelo canal próprio?

Quanto cada novo cliente custou?

Quanto esse cliente deixou de margem ao longo dos próximos meses?

Essa análise muda completamente a forma como o marketing deve ser enxergado.

O objetivo não deveria ser apenas conseguir um pedido.

O objetivo deveria ser adquirir um cliente economicamente saudável e criar condições para que ele compre novamente.


O primeiro pedido não conta toda a história

Imagine dois clientes.

Cliente A

Fez um pedido de R$ 100.

Nunca mais voltou.

Cliente B

Fez inicialmente um pedido de R$ 70.

Depois voltou.

Comprou novamente.

E voltou mais algumas vezes durante os próximos meses.

Quem vale mais para a pizzaria?

Provavelmente o Cliente B.

Por isso existe outro erro importante em muitas operações:

tentar lucrar olhando cada venda isoladamente sem acompanhar o comportamento do cliente ao longo do tempo.

Uma pizzaria não cresce somente conquistando novos clientes.

Ela cresce quando transforma:

primeira compra → segunda compra → terceira compra → frequência.

É por isso que aquisição e fidelização precisam trabalhar juntas.


Sua base de clientes pode estar sendo desperdiçada

Imagine uma pizzaria que realiza 1.000 pedidos por mês.

Durante vários meses, milhares de pessoas podem passar pela operação.

Mas quantas delas recebem alguma comunicação depois do pedido?

Quantas são estimuladas a realizar uma segunda compra?

Quantas recebem uma mensagem no momento certo?

Quantas são recuperadas quando começam a ficar inativas?

Em muitas pizzarias, praticamente nenhuma.

Todo mês o restaurante precisa conquistar clientes novamente como se estivesse começando do zero.

Isso torna o crescimento mais caro.

A pizzaria paga para adquirir.

Entrega o pedido.

E simplesmente espera que aquele cliente lembre sozinho de comprar novamente.

Essa não é uma estratégia de recorrência.

É esperança.


9. Você pode estar confundindo dinheiro no caixa com lucro

Outro problema bastante comum acontece quando o dono olha o saldo bancário para saber se ganhou dinheiro.

Entrou R$ 20 mil na conta durante alguns dias?

Parece que existe dinheiro.

Mas parte daquele valor talvez já esteja comprometida com:

  • fornecedores;
  • folha;
  • impostos;
  • aluguel;
  • faturas;
  • anúncios;
  • sistemas;
  • pró-labore;
  • compras futuras.

O caixa mostra quanto dinheiro existe disponível naquele momento.

Ele não mostra sozinho se a operação foi lucrativa.

É necessário possuir organização financeira e acompanhar receitas, custos e despesas de maneira estruturada.


Quanto uma pizzaria precisa faturar para começar a dar lucro?

Não existe um faturamento mágico.

Uma pizzaria pode faturar R$ 50 mil e ser lucrativa.

Outra pode faturar R$ 150 mil e enfrentar problemas financeiros.

O que muda?

A estrutura.

Um conceito importante aqui é o ponto de equilíbrio.

O ponto de equilíbrio representa aproximadamente quanto a empresa precisa vender para pagar sua estrutura antes de começar a gerar lucro.

Uma forma simplificada de calcular é:

Ponto de equilíbrio = custos fixos ÷ percentual de margem de contribuição

Imagine que a pizzaria possua:

R$ 30.000 de custos fixos mensais

e uma margem de contribuição média de:

35%

O ponto de equilíbrio seria aproximadamente:

R$ 85.714

Isso significa que, nessa simulação, a pizzaria precisa faturar aproximadamente R$ 85,7 mil antes de começar a ultrapassar sua estrutura de custos.

Agora imagine que essa mesma operação esteja faturando R$ 80 mil.

O problema não necessariamente é:

“Precisamos vender muito mais.”

Existem duas grandes possibilidades:

1. aumentar receita

ou

2. melhorar a eficiência econômica da receita atual.

E, em muitos casos, é possível trabalhar as duas coisas simultaneamente.


Faturar mais pode piorar o problema

Essa é uma das partes mais contraintuitivas.

Se sua operação possui produtos mal precificados, promoções ruins ou custos variáveis muito altos, aumentar as vendas pode aumentar também o problema.

Imagine que determinado pedido gere apenas R$ 5 de contribuição real para a estrutura.

Você decide investir pesado em marketing para multiplicar suas vendas.

Agora possui:

  • mais pedidos;
  • mais produção;
  • mais embalagens;
  • mais necessidade de equipe;
  • mais complexidade;
  • mais entregas;
  • mais faturamento.

Mas continua deixando quase nada por pedido.

Você criou uma empresa maior.

Não necessariamente uma empresa melhor.

Por isso, antes de acelerar uma pizzaria, é importante entender se aquilo que será acelerado possui uma economia saudável.


Como descobrir onde o lucro da sua pizzaria está indo

Se você sente que sua pizzaria vende bem, mas o dinheiro nunca sobra, comece respondendo estas perguntas.

1. Qual é o custo real de cada produto?

Tenha ficha técnica dos principais produtos.

Principalmente:

  • pizzas campeãs de venda;
  • combos;
  • promoções;
  • produtos de entrada;
  • produtos com maior ticket.

2. Qual é sua margem de contribuição?

Descubra quanto sobra das vendas depois dos custos variáveis.

Não analise apenas faturamento.


3. Quais produtos vendem mais?

Liste os campeões de vendas.

Depois compare volume com rentabilidade.

Você pode encontrar produtos com alto volume e baixa contribuição.


4. Quanto cada canal custa?

Compare:

  • iFood;
  • outros marketplaces;
  • WhatsApp;
  • cardápio próprio;
  • salão;
  • telefone.

Não apenas em faturamento.

Analise também o resultado econômico.


5. Quanto você gasta para adquirir clientes?

Marketing precisa possuir números.

Acompanhe investimento e resultado.


6. Quantos clientes compram novamente?

Não acompanhe apenas pedidos.

Acompanhe clientes.

Quantos realizaram:

  • 1 pedido;
  • 2 pedidos;
  • 3 pedidos;
  • 4 ou mais pedidos?

Essa distribuição diz muito sobre a saúde da sua base.


7. Qual é seu ticket médio?

O ticket médio ajuda a entender quanto cada pedido gera de receita.

Mas cuidado:

aumentar ticket médio não significa automaticamente aumentar lucro.

O objetivo é aumentar o valor do pedido mantendo uma composição economicamente saudável.


8. Quanto custa manter a pizzaria aberta todos os meses?

Mapeie seus custos fixos:

  • aluguel;
  • salários;
  • pró-labore;
  • contador;
  • internet;
  • sistemas;
  • despesas administrativas;
  • parte fixa de energia;
  • manutenção;
  • entre outros.

Depois compare com sua margem de contribuição para entender seu ponto de equilíbrio.


Como aumentar o lucro de uma pizzaria

Depois de encontrar os gargalos, existem diferentes caminhos.

O importante é não escolher apenas um.

Uma pizzaria saudável precisa trabalhar várias alavancas.

Precificação

Garantir que os produtos tenham preços coerentes com seus custos, posicionamento e mercado.

Engenharia de cardápio

Entender quais produtos possuem boa aceitação e boa rentabilidade e utilizar o cardápio para direcionar melhor as escolhas.

Oferta

Criar ofertas capazes de aumentar percepção de valor sem depender exclusivamente de desconto.

Ticket médio

Trabalhar adicionais, complementos, bebidas, sobremesas e composições de pedido.

Canal próprio

Aumentar gradualmente a participação das vendas realizadas diretamente com a pizzaria.

Aquisição

Atrair novos clientes com estratégias mensuráveis.

Segunda compra

Criar ações específicas para clientes que fizeram apenas um pedido.

Recorrência

Estimular clientes satisfeitos a comprarem mais vezes.

Recuperação

Identificar clientes que estão começando a desaparecer antes que sejam completamente perdidos.

Controle financeiro

Acompanhar faturamento, custos, margem, despesas e lucro real.

Essas áreas não funcionam isoladamente.

Elas fazem parte do mesmo sistema.


Uma venda não começa no pedido e nem termina na entrega

Esse talvez seja o principal ponto.

Muitas pizzarias enxergam a venda assim:

cliente pediu → produzimos → entregamos → acabou.

Só que existe uma jornada muito maior.

Antes do pedido existe:

  • descoberta;
  • desejo;
  • oferta;
  • anúncio;
  • posicionamento;
  • cardápio;
  • decisão de compra.

Depois do pedido existe:

  • experiência;
  • satisfação;
  • relacionamento;
  • segunda compra;
  • terceira compra;
  • frequência;
  • recuperação.

É olhando para essa jornada completa que uma pizzaria começa a sair da lógica de simplesmente vender pizza e passa a construir uma operação capaz de gerar clientes recorrentes e vendas mais rentáveis.


O objetivo não é apenas aumentar o faturamento

Faturamento importa.

Toda empresa precisa vender.

Mas faturamento sozinho não deveria ser o principal indicador de sucesso.

Imagine duas pizzarias.

Pizzaria 1

Faturamento: R$ 120 mil
Resultado final: R$ 3 mil

Pizzaria 2

Faturamento: R$ 90 mil
Resultado final: R$ 12 mil

Qual possui a operação economicamente mais interessante?

O faturamento da primeira chama mais atenção.

Mas o resultado da segunda conta uma história completamente diferente.

A melhor pergunta, portanto, não é:

“Como fazer minha pizzaria faturar mais?”

É:

“Como fazer minha pizzaria crescer de forma lucrativa?”

Essa mudança de pergunta muda todas as decisões seguintes.


Minha pizzaria fatura, mas não lucra. Por onde começar?

Comece pelos números.

Antes de aumentar investimento em anúncios, lançar mais promoções ou buscar desesperadamente novos pedidos, descubra como funciona a economia atual da sua pizzaria.

Analise:

  1. faturamento;
  2. ticket médio;
  3. quantidade de pedidos;
  4. ficha técnica;
  5. CMV;
  6. embalagens e adicionais;
  7. taxas de venda;
  8. margem de contribuição;
  9. despesas fixas;
  10. ponto de equilíbrio;
  11. vendas por canal;
  12. produtos mais vendidos;
  13. rentabilidade dos principais produtos;
  14. custo de aquisição;
  15. taxa de recompra dos clientes.

Você provavelmente começará a encontrar respostas.

Às vezes o problema está no preço.

Às vezes no CMV.

Às vezes no excesso de descontos.

Às vezes na dependência dos marketplaces.

Às vezes no custo da estrutura.

E frequentemente existe um pouco de tudo isso acontecendo ao mesmo tempo.


A BW Company ajuda pizzarias a crescerem com mais estratégia

Na BW Company, nosso trabalho é focado exclusivamente em pizzarias.

Não olhamos apenas para anúncio ou quantidade de pedidos.

Analisamos o crescimento da pizzaria como um sistema que envolve aquisição, oferta, canal próprio, conversão, precificação e recorrência de clientes.

Porque aumentar o faturamento é importante.

Mas construir uma pizzaria que vende mais, possui clientes que voltam e consegue transformar essas vendas em resultado é ainda mais importante.

Se hoje sua pizzaria possui movimento, recebe pedidos e fatura, mas você sente que o dinheiro nunca sobra na mesma proporção, talvez o próximo passo não seja simplesmente buscar mais vendas.

Talvez seja descobrir primeiro onde o lucro está ficando pelo caminho.

Quer entender quais pontos podem estar limitando o crescimento da sua pizzaria? Fale com a equipe da BW Company.


Perguntas frequentes sobre pizzaria que fatura mas não lucra

Por que minha pizzaria vende muito e não sobra dinheiro?

Isso pode acontecer por diversos motivos, como produtos mal precificados, CMV elevado, excesso de descontos, custos fixos altos, taxas de marketplaces, desperdícios, despesas não contabilizadas e baixa margem de contribuição. O primeiro passo é analisar os custos e a rentabilidade das vendas, e não apenas o faturamento.

Como saber se minha pizzaria está dando lucro?

É necessário comparar as receitas da pizzaria com todos os custos e despesas do período. O saldo bancário ou o faturamento isoladamente não mostram o lucro real da operação.

Faturamento alto significa que a pizzaria está saudável?

Não necessariamente. Uma pizzaria pode possuir faturamento elevado e uma margem muito baixa. Faturamento mostra volume de vendas; lucro mostra o resultado econômico depois dos custos e despesas.

Como aumentar a margem de lucro de uma pizzaria?

Algumas possibilidades incluem revisar fichas técnicas e preços, reduzir desperdícios, melhorar a composição do cardápio, revisar promoções, aumentar ticket médio de forma rentável, desenvolver o canal próprio e aumentar a recorrência dos clientes.

Vale a pena vender pelo iFood?

O iFood pode ser um canal importante para aquisição e vendas. A questão é analisar os custos envolvidos e evitar que a pizzaria dependa exclusivamente do marketplace. Uma estratégia de canal próprio e recorrência pode complementar o uso das plataformas.

Vender mais sempre aumenta o lucro?

Não. Se a pizzaria possui margens ruins, produtos mal precificados ou custos variáveis elevados, aumentar o volume pode aumentar o faturamento sem melhorar proporcionalmente o lucro. Antes de escalar vendas, é importante entender a rentabilidade da operação.